Conto – Simon exemplo de friendzone

Autor: Simon H.

Temática: Cuckold, friendzone.

Nota do Alessio: Esse não seria um conto, é um autêntico relato enviado por um de nossos leitores que viveu a friendzone na adolescência e foi “corno” por esta modalidade, ele conta suas experiências, a frustração e a humilhação e como se descobriu como um cuckold dessa forma.

 

Já fazem 5 anos, na época tanto eu quanto ela éramos adolescentes em tempos diferentes da internet na típica férias de verão onde fóruns eram mais comuns e éramos todos mais ingênuos. Eu tinha 15, ela 16. Lembro que ela era frequente nos chans da vida antes de vir parar no mesmo fórum que eu. Rapidamente nos identificamos bastante e passávamos horas a fio conversando. Todos no fórum entendiam a química ali e me incentivavam com isso. Eu demorei um pouco, mas logo notei o inevitável: Eu tava caidinho. E ela dava espaço. Claro, eu era o cúmulo do virjão e acabava me sabotando sozinho. Alguns meses depois ela veio ao meu estado e não pudemos nos encontrar; Mas o sonho continuou vivo, afinal era uma guria gata que tinha tudo a ver comigo e morava no estado vizinho.

Voltando das férias, continuávamos a nos falar todo dia. Até que pra minha surpresa ela começa um namoro com um cara bem mais velho. Eu fiquei no chão por dias, mas felizmente foi bem rápido. Serviu pra me mostrar que eu realmente gostava muito dela, embora obviamente ela já não estivesse mais na minha…

Quase 3 meses depois eu me confesso pra ela num textão beirando o desespero. Ela visualiza e não fala comigo pelo fim de semana inteiro. Obviamente fico doido e peço uma resposta a ela no fim do domingo. Com poucas palavras, ela diz que me adora mas não iria querer iniciar um namoro online, a menos que possamos nos encontrar. O embrulho no estômago foi grande, mas ei, as esperanças eram bem reais.
No entanto após isso nos distanciamos um tanto. Claro, eu stalkeava ela sempre que podia e tentava puxar papo, ao que as vezes eu era ignorado. Aos poucos se tornou uma grande paixão platônica. Eu não conseguia pensar em nenhuma outra garota porque eu tinha ela em mente. Pouca gente próxima de mim sabia disso, no mais duas amigas da escola que sempre tiravam sarro embora achassem fofo.

E então, 3 anos atrás ela tem um namoro bem tóxico com um carinha que supria as carências emocionais dela. Ela demorou a perceber o quanto aquilo era ruim pra ela, inclusive perdendo a virgindade com ele e nossas conversas eram basicamente sobre isso. Seja falando bem ou mal, era apenas sobre ele. Quando felizmente acabou, eu me certificaria que não seria igual da última vez. Eu estaria ali pra ser o ombro amigo dela e mostrar que eu “tô no jogo”.

E foi isso que eu fui durante os meses seguintes. As conversas sobre nos encontrarmos voltaram a tona. Ela inclusive falava sobre isso abertamente no fórum (que a essa altura já era grupo do whatsapp) e que juntaria uma grana pra vir me ver. Mas claro, eu sempre seria o plano B, o ombro amigo. Logo a desilusão amorosa dela causou um efeito totalmente contrário ao que eu esperava. Ao invés de ficar esperando um “amor verdadeiro”, ela decidiu experimentar mais a vida como jovem adulta. Claro que isso significava que ela sairia com um monte de caras e inclusive garotas. Claro que ela me contaria tudo casualmente.

Outro erro. O erro de confrontar isso tudo. Aquela dor no peito de ser feito de trouxa. Lembro que no dia eu estava até matando aula na lan house quando perguntei a ela sobre isso tudo. Sobre a gente.

Ah que dor, meu amigo. Aquele fora categórico, de te por no chão e limpar a sola do salto nas suas costas. De matar suas esperanças da mesma forma que se mata barata. Eu não pude chorar por estar em público. Então só pude fungar e fungar até o caminho de volta a casa.
Após algumas semanas de negação, no entanto, eu tava lá de novo na luta. É uma fase, afinal, né? Vai passar. Ela vai voltar atrás. Então continuei amigo dela. Sim, ela teve 3 relacionamentos em uns 6 meses e eu tive que ouvir ela falando sobre isso, mas fazia parte.

E então 2 anos atrás. Estávamos novamente mais próximos e até recebi seminudes de zoeira (já spoilo que foi o mais perto de algo do tipo). Mas claro, ela teria uma recaída de carência que seria suprida pelo primeiro que cutucasse isso. Dessa vez um colírio da capricho metido a maromba embora ainda fosse otaco e retardado.

Mas a guria ja tava tão próxima de mim que me “apresentou” ao guri me pondo em conversa em grupo. Eu me senti tão emasculado naquele dia, era óbvio que eu sentiria ciúme. Ainda fui repreendido por ela que ameaçou se afastar pra não “me fazer sofrer mais”. Mas eu engoli seco. Aturei o guri por uns bons meses até que ela enjoasse dele.

E finalmente o ciclo se repetindo. Perceba, como a cada vez o sentimento de aceitação e adestração é maior. Eu não havia notado ainda, mas eu estava cada vez mais me afeiçoando a essa posição de friendzone eterno dela.

No final deste ano nos aproximamos ainda mais. Era como no início, jogávamos papo fora todo dia, jogávamos, assistíamos e riamos bastante. Até que eu prometi que ia pegar um trampo e visitar ela. No começo ela foi bem aberta a isso, mas quando ela voltou a falar do guri eu já sabia no que ia dar.

Talvez por isso tenha aceitado maduramente quando eles voltaram. Mas talvez tenha sido a intimidade que tenhamos ganhado neste ultimo ciclo ou a sensação de que eu tinha aceitado esse meu destino, mas ela passou a me cutucar e ironizar sempre que podia. No mesmo dia que ela assumiu pra mim que tinha reatado, ela me deu uma cutucada sobre eu ser um beta que nunca consigo nada com garotas.

Confesso que esse foi o início de verdade. Ver a garota que eu tinha uma queda por anos e anos me rejeitando dessa forma e me trocando por um macho melhor. Claro, eu ainda tentei mais algumas vezes pegar uma brecha pra ver se ela ainda gostava de mim ou terminaria com ele, mas finalmente após muita luta eu assumi minha posição.

Eu tava ali pra ela ter um apoio moral e emocional estável. Há quem possa fornecer apoio sexual ou fisico a ela, sempre vai haver, mas uma vez que ela passou a me ver como beta, eu não tinha mais a menor chance.

Após isso eu me dediquei ao meu papel e a abrir chances pra ela poder me humilhar. E ela nunca hesitou em fazer isso. É engraçado pra ela e prazeroso pra mim. Volta e meia eu ganhava selfies dela, o que pra mim já era o ápice. Nossa amizade é sincera e eu a considero minha melhor amiga, mas ela também é minha deusa inalcançável que me põe no meu lugar, como me perguntando o que dar de presente pro namorado.

Eventualmente eu me abri pra isso pra outras amigas que sempre souberam que eu gostava dela. Contei a elas em detalhes até maiores do que aqui escrevo. Sério, era e continua sendo muito prazeroso contar disso pra garotas porque elas deixam de te ver como homem no mesmo instante, o que abre espaço pra elas me humilharem como quiser sem sentir remorso.

Com o tempo me flanderizei e acabei me tornando um amiguinho eunuco pra toda amiga minha.

Bônus: Ano passado, no tédio do trabalho, a garota manda uma foto com o cabelo pintado, o que era meu sonho de ver nesses 5 anos. Tive que disfarçar minha ‘alegria’ no trabalho por mais de uma hora. Até que então ela diz que vai sair e eu pergunto de”ue pra onde” e ela diz que é com o namorado. Sexta. 17h da tarde. No caminho de volta pra casa me lembrei que ela tava sem celular, então ela tirou a foto pelo celular do namorado enquanto se arrumava pra sair com ela. Ok.

Só pude pensar nela no final de semana todo. Aquele rostinho de anjinho e ainda ruiva. Ela não logou nos dois dias. No dia seguinte ela tinha postado uma foto beijando ele numa piscina que eu logo reconheci: era de uma amiga bi dela que morava um tanto longe.
Sim, logo eu notei. Enquanto eu ficava apreciando uma foto borrada dela se preparando pra sair, ela tava provavelmente fazendo ménage na piscina.

Quando contei isso pra uma amiga, ela logo me chamou de cuck. Descobri aí então minha vocação.

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Alessio

Um nerd brasileiro apaixonado por fetiches relacionados a dominação feminina e feliz em apresentar esse conteúdo para as pessoas. Também é expert em feedar no lolzinho.

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